O VÍCIO DA PORNOGRAFIA

O PERIGO ESTÁ NA SUA CABEÇA

 

Outro dia levantei mais um questionamento no Facebook para colher a opinião dos membros. Pergunta que costuma ser polêmica, até: “O QUE VOCÊS PENSAM SOBRE PORNOGRAFIA?” (você pode conferir o post aqui: http://goo.gl/jrOjrf). Vieram diversas respostas, muitas apoiando o paradigma atual de pornografia é algo bom. Pode até ser. Mas convido-os a pensarem sob uma perspectiva bem diferente da que é pregada na mídia em geral.

É fato que pornografia (vamos falar de forma geral, fotos ou vídeos, ok?) é, como foi colocado por um membro, “didático”. Dá para aprender algumas coisinhas bem interessantes sobre relação sexual, gera algumas ideias diferentes para se tentar com sua parceira, dentre outras coisas, no sentido instrutivo. Mas devemos lembrar que, especialmente nos vídeos (penso que em um mundo de internet banda larga a pornografia fotográfica foi substituída pelos vídeos), são pessoas ATUANDO. Muito do que eles fazem ali é para impressionar, chamar a atenção, prender e estimular o espectador. São atores profissionais, por mais que seja conteúdo pornográfico. Muita coisa (feliz ou infelizmente) não é aplicável ao “rala-e-rola” real. Tem dia que você quer uma coisa mais leve, mais soft; tem dia que você (ou sua parceira) está inspirado; tem dia que, dependendo, nem vontade dá (alguns podem até me crucificar aqui, mas se a cabeça de cima não está boa [seja por preocupação ou mesmo cansaço mental] a de baixo tende a não querer trabalhar – ou se trabalha, não trabalha o suficientemente bem).

Muitas pessoas pensam que pornografia pode ser saudável; talvez sim. Porém, quando somos ESTIMULADOS por algum conteúdo pornográfico tendemos a ficar excitados, correto? É natural. Mas pelo que somos estimulados? Por super mulheres com corpos esculturais, atrizes lindas (que, se vocês pesquisarem direito, vão ver que é uma maquiagem MUITO bem feita), que atuam de modo a fazer o carinha ficar louco de tesão (que também é atuação e, em alguns casos, superestimulação do bilau do moço – ou você acha que sai tudo certinho na primeira filmagem?): ou seja, vamos sendo condicionados para aquele nível de estímulo.

Tudo muito lindo, muito gostoso e aliviante, certo? Certo. Mas tem um probleminha… um probleminha que na verdade é um problemão. Neurologicamente, sim, no seu cérebro, certas áreas são estimuladas quando você fornece esse tipo de prazer fácil. De uns 20 anos pra cá, quando a neurociência pode trazer confirmações de fatos que antes eram suposições através das tomografias computadorizadas, observou-se que se determinadas áreas do cérebro forem muito utilizadas elas tendem a crescer em tamanho, enquanto outras diminuem. Esse é o fenômeno da neuroplasticidade. Então, quando você se vicia em ver pornografia com elevados níveis de estimulação (mulheres lindas, vários vídeos, um atrás do outro [especialmente devido à facilidade que hoje temos por conta da banda larga]) seu cérebro começa a necessitar de níveis cada vez maiores de dopamina para atingir esse tipo de satisfação, no caso, a satisfação sexual. O seu cérebro fica VICIADO em elevados níveis de dopamina (neurotransmissor do prazer). O vício é similar ao vício em jogos, alcoolismo, entorpecentes. Ou seja: a coisa é séria!

Mas o que isso provoca? Várias coisas, dentre elas:

  • Menor libido: seu tesão tende a ser diminuir porque o nível de excitação sexual provocado pela pornografia (como disse, especialmente os vídeos) é muito maior que a excitação com uma mulher de fato – isso faz com que você fique menos disposto a “caçar”;
  • Menor disposição: além do efeito neurológico, tendemos a associar pornografia com masturbação e, ao liberar essa energia, ficamos muito “relaxados”, de certo modo sem muita energia, já que ela é fortemente descarregada no ato. Isso prejudica na sua atenção, na disposição para alcançar seus objetivos. Mestre Napoleon Hill já falava disso há mais de um século: aprender a fazer a transmutação sexual que nada mais é do que direcionar a energia sexual (umas das três mais poderosas do ser humano) para seus objetivos. Fácil? Depende.

Mas como se livrar disso? Para que você reflita mais sobre esse assunto quero convidá-lo a assistir a uma entrevista com um fisiologista, Gary Wilson, que fala cientificamente sobre esse assunto – e aponta outros itens que são BASTANTE preocupantes. Confira:

Grande abraço!

Phillip Souza

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Empresário, educador financeiro, consultor em finanças pessoais, apaixonado por desenvolvimento pessoal e por ensinar!
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