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O CORAÇÃO FLEXÍVEL DO CAFAJESTE

O CORAÇÃO FLEXÍVEL

DO CAFAJESTE

Albert Camus, certa vez, disse: “Bem aventurados os corações flexíveis, pois eles nunca se partirão ou serão destruídos.”

Todos sabem que “coração” é uma metáfora para explicar algo que acontece no nosso cérebro, que são os sentimentos. Um coração flexível é basicamente um coração que pode se ferir levemente, curvar-se ao ponto de partir, mas logo voltar ao seu normal.

Ele jamais irá se partir.

Mas, logo vem os contras de nunca sofrer por amor, por nunca se partir, também nunca irá experimentar a dor de um rompimento, mas também não saberá como é saboroso dar a volta por cima, se você nunca se ferir em uma relação, jamais terá a oportunidade de se curar, de aprender com os erros. Se não quebrar, não há aprendizado.

Conforme ficamos mais velhos, é cada vez mais difícil nos apaixonarmos, eu falo daquelas paixões doentias da adolescência, aquelas tantas frases “para sempre” tornam-se pensamentos infantis.

Os amores costumavam entrar em nossas vidas como um furacão, eram como estrelas cadentes, um breve brilho de esplendor, um vislumbre da eternidade, e num piscar de olhos desapareciam.

E acabavam arrastando toda nossa atenção, nosso afeto, e cada vez que o furacão da paixão passava, algo nosso era levado, pode ser a nossa esperança, ou a nossa confiança de acreditar em amores eternos, e aos poucos, com tantas decepções nosso coração vai se tornando rancoroso, rabugento, incrédulo, acaba ficando blindado, é muito difícil encontrarmos uma mulher capaz de despertar em nós novos sentimentos.

Este é o ápice do nascimento dos cafajestes, dentro de um coração destruído nasce um novo cafajeste. Todos nós nunca antes desejamos ser um cafajeste, as coisas simplesmente vão acontecendo até que desacreditamos nos relacionamentos e, passamos a não os levar tão a sério e isso acaba rotulando a nós, homens independentes, como cafajestes.

Nós, um dia, já sonhamos com a nossa princesa, mas tudo o que ganhamos foi uma vadia (não vou censurar) sem alma e sem coração, que nos ludibriou e nos causou uma grande decepção. Porque iríamos querer passar por isso novamente?

 Queremos aproveitar a nossa vida, se não levamos os namoros tão a sério, é porque está faltando mulher decente para nos relacionarmos, e francamente, metade das mulheres que reclamam de sermos cafajestes, são as mesmas mulheres que nunca pegariam ninguém, e sem o cafajeste o que sobraria para elas?

Aprontaram tanto que os certinhos não as querem, então, ao invés de postar frases e indiretas para o cafajeste que você está afim, porque não liga pra ele e se oferece para dividir o motel?

Muito mais lucrativo do que essas indiretas ridículas, vai lá, transe até não poder mais e no final da noite estará feliz e não amargurada. Então, mulheres, o próximo cafajeste que encontrar, não se iluda e não perca tempo tentando mudá-lo. Apenas aproveite a maré e desfrute do que ele pode oferecer.

 Só porque não levamos os relacionamentos a sério somos discriminados perante a sociedade, está na hora de mudar isso. Hehehe

 Vivemos para nós mesmos, buscamos conforto nos braços de varias mulheres diferentes, tentando buscar aquilo que um dia perdemos. Podemos conhecer milhares de mulheres até que aquela mulher de valor seja encontrada.

E qual o segredo para que um cafajeste possa aproveitar o máximo da sua vida até encontrar a mulher com quem irá casar? Talvez nem casar, mas tenho certeza, que todos nós, mais cedo ou mais tarde, iremos procurar uma mãe para os nossos filhos.

Você busca em diversas mulheres o que só irá encontrar em uma. Você a encontra, mas ela sabe da sua fama de cafajeste. E ela não vai querer nada com você. E agora, o que resta fazer?

A imagem, uma vez perdida, é impossível de ser restaurada, então, agora vai o conselho de ouro para que você possa aproveitar a sua vida ao máximo, e quando for atrás de um relacionamento sério, ter certeza de que não será afetado pelas suas cafajestagens de ontem.

SEJA DISCRETO. Não espalhe aos quatro ventos o que faz, nem com quem sai ou quem come.

Essas experiências são suas e de mais ninguém. Salvo se você virar um escritor e começar a aconselhar o público mais jovem, e acaba por contar algumas experiências, ALGUMAS e não todas.

 Conforme os verões passam, adquirimos rugas da idade, conhecimentos novos, e tudo isso tem o seu propósito, tudo é para a construção do nosso “ser”.

Então, um coração flexível, que nunca sofreu por amor, jamais irá aprender a se curar.

Se está em dúvida entre ceder, entre tentar e sofrer, você nunca saberá, se não arriscar.

Nenhum relacionamento dura para sempre, mas as lembranças são eternas, crie boas para você.

O cafajeste, com o passar do tempo, acaba por adquirir o coração flexível, ele nunca mais irá sofrer por mulher nenhuma. Ele pode ficar “chateado” por perder aquela amiga colorida, mas ele logo a superará.

 J.F Rozza

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J.F. Rozza – Empresário, Investidor, Educador Financeiro e escritor, formado na vida.
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