LIÇÃO SOBRE DINHEIRO!

NUNCA PEGUE DINHEIRO EMPRESTADO!

NUNCA EMPRESTE DINHEIRO A NINGUÉM!

Não falo da boca para fora, eu já vivi as duas situações.

Em diferentes fases da minha vida, na pior por sinal, eu precisei pedir dinheiro emprestado e lógico, foi extremamente difícil devolver.

Da mesma maneira, eu já emprestei dinheiro e também, foi extremamente difícil receber.

Nas duas situações eu só me ferrei. Então preste muita atenção.

Eu digo isso a vocês com convicção: Emprestar e tomar emprestado é um grave erro a se cometer, destruidor de amizades e de parceiros comerciais. Se a situação for de vida e morte tudo bem, mas, mesmo assim, se você está emprestando prepare-se para não contar mais com esse dinheiro.

EMPRESTAR

Se alguém está pedindo dinheiro emprestado, é porque já está apertado, já firmou compromissos que não pode cumprir com o que ganha e você é um novo compromisso firmado – existem grandes chances da pessoa não estar nem pensando em como irá devolver o dinheiro a você: ela está apenas pensando em como resolver um problema momentâneo e você é a solução mais rápida. Pode ter certeza, que ela nem colocou no papel como irá fazer para devolver o dinheiro à você, você é a solução do hoje que será negociado no amanhã.

Pegando emprestado de você ela resolverá temporariamente o problema, para te pagar o que deve terá que tomar emprestado de outra pessoa. Ela entra em um ciclo vicioso de apenas trocar o “nome” da dívida. Ela não resolve nada, só vai rolando o problema para adiante.

A melhor maneira de ajudar alguém com problemas financeiros é auxiliá-lo a encontrar o problema que está causando essa desestabilidade financeira.

Se o problema é pequeno e se resolve com uma pequena quantia, caso empreste, já trace o plano de pagamento que ela deverá fazer à você.

Se o valor não é muito alto, se é algo que se resolve rapidamente e de uma única vez, você pode emprestar. Emprestar um dinheiro que não fará falta, tudo bem; mas se emprestar um dinheiro que fará falta em curto prazo, você está sendo cúmplice da irresponsabilidade alheia e se tornará um problema porque quis.

Se emprestar, já fracione a quantia a receber: é melhor receber de volta aos poucos do que esperar que ele consiga pagar tudo de uma única vez.

Ah! E se está emprestando cobre no mínimo 1% de juros mensal. Mesmo se for seu filho que está pedindo. Porque todos devem aprender que nada vem de graça e não se deve esperar nada de graça de ninguém.

Você não tem obrigação de arriscar o seu dinheiro para não ganhar nada em troca, além do que isso já serve de lição para o que está pedindo emprestado: ela não pode achar que sempre haverá alguém para ajudá-lo a sair de apuros financeiros.

Se ajudar uma vez, é possível que o mesmo erro se repita incontáveis vezes. Ao negar uma vez, você contribui para que a pessoa comece a administrar melhor o dinheiro que recebe, para não ter que pedir emprestado novamente, pois ela saberá que não vai ter de onde tirar. Não se gasta o que não se tem.

Filhos fracos nascem de pais fracos e bonzinhos: aqueles que não sabem dizer “não” e cedem a tudo que os filhos pedem.

Nunca se ouviu falar de filho forte nascido de pai fraco.

Respeitamos o dinheiro e não o joguemos ao vento!

TOMAR EMPRESTADO

A história é quase a mesma. Mas tem algumas coisas que devem ser consideradas ao tomar dinheiro emprestado.

Pegar dinheiro emprestado para pagar conta é uma extrema burrice. Não se paga conta fazendo uma nova conta. Você só troca o nome do cobrador e aumenta a sua bola de neve. É melhor fracionar a conta mensal do que pegar emprestado para pagar de uma única vez.

Se for pegar dinheiro emprestado para realizar algum investimento, deve-se ter absoluta certeza da credibilidade do investimento. Seu risco aumenta consideravelmente uma vez que o dinheiro sai do seu nome. Se você passar dinheiro a um terceiro, se o mesmo tiver uma grande ideia, uma dica de investimento, qualquer coisa que seja, mesmo que seja o seu filho, você deve documentar o que está fazendo! E de preferência que tenha garantias!

Se a pessoa tem o que deixar de garantia, mas não o faz, comece a desconfiar da credibilidade do negócio.

Eu sei como é terrível pegar dinheiro emprestado, você passa a não trabalhar mais, mas ficar mendigando ajuda aos outros. Eu nem trabalhava mais, eu passava os dias fazendo uma lista de quem poderia me ajudar e com quanto. Era o desespero de manter as portas abertas, a empresa funcionando. Na época eu não tinha mais garantias para dar, mas as pessoas nem me pediam isso, logo eu afundei e acabei levando vários comigo, e para devolver o valor foram incontáveis parcelas.

É melhor falir sozinho do que ter que recomeçar do negativo. Só que as pessoas não enxergam isso, até que seja tarde demais: a chama da esperança custa a nos abandonar.

É uma imensa diferença que existe entre você ficar devendo ao banco com relação a você ficar devendo para um conhecido, um terceiro.

Quando você fica devendo para um banco, após um tempo, você recebe propostas de pagamento, condições de parcelamento, fica com o nome sujo.

Sua moral é devastada, seu nome vai a protesto, mas a sua integridade física não é comprometida. Você não sofre nenhum tipo de ameaça, sua vida não corre risco porque você pegou um empréstimo no banco e não conseguiu pagar.

Você não vai para cadeia porque não conseguiu pagar.

Mas dinheiro que você pega emprestado, de terceiros, tenha a absoluta certeza que ele nunca vai desistir desse dinheiro. Você vai ter que pagar, por bem ou por mal. Prefira que seja por bem, por questão de caráter.

Eu sofri uma ameaça só e bastou quando quebrei: a maioria das pessoas sabiam da minha índole e que eu havia apenas me atrapalhado nos negócios, tanto que após falir não tomei nenhum processo de dívidas, levei umas 2 trabalhistas e do banco.

É preferível, sempre que possível, tomar dinheiro emprestado de bancos ou instituições financeiras, e se possível, não faça nada no seu CPF se você tem uma empresa: não misture as coisas. Porque caso venha a falir, e seu CNPJ e seu CPF estejam devedores, será muito mais difícil você se reerguer.

Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Os negócios da empresa, as dívidas da empresa ficam no CNPJ, os empréstimos você faz no CNPJ, você não tem porque fazer na sua pessoa física, porque não tem como adivinhar o que pode acontecer no futuro. O CNPJ já existe para isso, tentar e errar: falir é uma coisa, mas se você se prevenir desde o início você ainda terá chances de se reerguer.

J.F Rozza

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J.F. Rozza – Empresário, Investidor, Educador Financeiro e escritor, formado na vida.
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