ASOLIDAODOHOMEN

A SOLIDÃO DO HOMEM

A solidão como uma forma de meditação

– Tá sumido, hein!

Quantas vezes ouvi as pessoas dizerem isso. E a resposta que quero dar é bem simples: “Eu estive no mesmo lugar, você que não soube onde procurar.”

Mas respondo mais sutilmente:

– Ultimamente optei por aproveitar a minha própria companhia. Abracei momentaneamente a solidão, porque busco por respostas que só posso encontrar dentro de mim mesmo.

– Não vejo como um problema, porque se eu não puder conviver comigo mesmo, como posso pedir que outros o façam?

Ao perceberem meu súbito afastamento das sociais, dos círculos de amizades, meus amigos logo perguntam:

Porque você anda tão sozinho ultimamente?

– Não é saudável viver sozinho. Dizem eles.

O senso comum é que, o homem mergulha na solidão devido a sua incapacidade de compartilhar de alguma espécie de sofrimento, logo as pessoas associam a solidão do homem com algum tipo de desilusão amorosa. De fato existe verdade nessas palavras.

Quem escuta você falando que “preciso ficar sozinho um tempo” , já faz aquela cara de quem está pronto para te consolar, espera ouvir sobre como você teve seu coração partido e não vê a hora de começar o seu discurso sobre amores passados futuros e que o mundo dá voltas.

– Minha solidão não é melancólica, explico.

Eu simplesmente preciso colocar as coisas em ordem na minha vida.

Entendo muito bem que “solidão” e “solitário” não tem o mesmo significado.

Solidão não significa estar sozinho. Estar sozinho, é, unicamente estar sozinho. Solidão não tem nada haver com o número de pessoas que o cercam. Solidão não significa tristeza. No meu caso meu afastamento deve-se a minha jornada de aprimoramento pessoal.

Se eu estiver sozinho, em meu quarto estou triste?

– Mas se eu estiver sozinho, em um monastério, então estarei meditando?

Os monges não escolheram viver em solidão, porque levaram um tropeço amoroso ou um cartão vermelho no casamento. A solidão deles não tem nenhuma relação com o campo afetivo.

Existem diversos tipos de solidão na vida do homem. Temos o que podemos considerar como um “retiro espiritual” onde abraçamos a nossa solidão, simplesmente pelo fato de podermos aproveitar um pouco a nós mesmos, a nossa própria companhia. Fazer uma analogia sobre nossas vidas, sobre o rumo que a nossa vida está tomando.

Essa solidão é simplesmente para colocar as idéias em ordens. Penso como um monge, ele não sofre de depressão só por ter optado pela solidão do momento.

A solidão do homem acontece quando ele precisa procurar por respostas, dentro dele mesmo.


A solidão como forma de “casulo” sentimental

A solidão melancólica não é uma escolha, o individuo é jogando a esta condição enquanto agoniza por alguma dor passageira, mas sua mente despreparada não sabe como agir. Somos condicionados a ela devido a um rompimento amoroso. Essa solidão acontece quando mesmo cercado de pessoas, nos sentimos sozinhos.

A solidão é um estado da alma em alguns casos uma prisão psicológica onde o individuo opta por criar barreiras sociais ao redor de si próprio. Impedindo que outros entrem em seu mundo, e também que outros o retirem desse mundo.

Você só pode optar pela solidão, quando ela for benéfica a sua vida, quando for para acrescentar algo. Isolar-se para se concentrar em um grande projeto é um coisa, agora abraçar um pote de brigadeiro e se isolar para chorar por um coração partido, francamente não há palavras para a sua estupidez. Saia desse casulo sentimental. Está na hora de explorar o mundo novo que você tem a sua frente: Um mundo de possibilidades, onde novos gostos, cheiros e amores estão a sua espera.

Sempre existirá um novo amanhã, um novo problema, novas pessoas, novos amores. Para que isso acontece você não deve viver nas sombras.

Quem vive nas sombras, não é capaz de ver nada, e não é visto por ninguém.

Se você está se sentindo sozinho, por causa de um rompimento amoroso, você não acha que está sendo egoísta?

Quando tantas pessoas estão solitárias por aí, torna-se imperdoavelmente egoísta, sentir-se solitário sozinho.


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J.F Rozza View more

J.F. Rozza – Empresário, Investidor, Educador Financeiro e escritor, formado na vida.
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